O Storytelling.

Como é que imaginamos o futuro? Através de histórias. Idealizamos cenários na nossa cabeça de possíveis eventos que podem ou não vir a acontecer e antecipamos reações, conversas, ações, tudo. Através de histórias.

A mesma coisa se passa com as marcas – as marcas contam uma história aos seus consumidores, antecipam como a vida pode melhor graças a elas. Essas histórias não podem ser aborrecidas e banais, os consumidores não querem histórias empáticas sobre como os resultados vão de encontro às expetativas criadas, da mesma maneira que enquanto indivíduos já não querem histórias de amor, mas sim histórias sobre o amor – a batalha entre as altas expetativas e a dura realidade.

tumblr_n1mdesLRk21s6kbl4o1_500

500 days of Summer.

Assim sendo, uma história que contempla a realidade tem impacto positivo em quem a ouve, lê ou vê – nós seguimos pessoas em quem acreditamos, pessoas que vivem pelos pequenos triunfos que contribuem para a vitória final, e essas são as histórias com as quais nos identificamos, e portanto, são as histórias que gostamos.

Não é fácil criar uma história deste género, mas há uma série de questões cujas respostas podem ser um bom ponto de partida. Por exemplo:

Todas as histórias têm um protagonista.

  • O que é esse protagonista quer para se sentir melhor com a sua vida?

O desejo é o ponto central de uma história.

  • O que impede o protagonista de realizar ou alcançar aquilo que deseja? Dúvidas, medo, confusão, conflitos pessoais com família, amigos, amores?

Os adversários podem ser pessoas, a sociedade no geral, o tempo ou a falta dele, o espaço em si e qualquer objetivo dentro dele.

  • Como é que o protagonista decide enfrentar o seu adversário de modo a realizar o seu desejo?

É com a resposta a esta pergunta que se revela a verdade sobre os personagens, porque o coração de ser humano está nas decisões que este toma quando está sob pressão.

  • Eu, que estou a contar a história, acredito nela?

Esta é a última pergunta e provavelmente a mais importante – é idêntica à pergunta “Se eu fosse o protagonista, o que faria?” O auto-conhecimento é o ponto de partida para criar uma boa história, quanto mais nos conhecemos, mais capazes somos de apreciar a humanidade de cada um nos seus conflitos diários.

Não queremos contos de fadas. Não é uma história sobre o amor infinito que um consumidor sente por uma marca, é a história de como esse amor mudou a vida desse consumidor.

d413b2f30b94d8c55e83b8dca46452e9

500 days of Summer.

 

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s