A redundância de conteúdos

A questão da redundância de conteúdos nas redes sociais é cada vez mais pertinente. Suponhamos que um utilizador comum tem cerca de 4 a 5 redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, LinkedIn e Google +, caso tenha utilize o Gmail -, e  3 a 4 plataformas de mensagens, sem contar com as SMS’s, – WhatsApp, Messenger, InstaDirect e o próprio Snapchat.

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Ora, se retirarmos o LinkedIn, que é uma rede social profissional e o Google + uma vez que em Portugal a utilização desta rede social é muito reduzida, ficamos com o grupo Facebook – Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e InstaDirect -, com o Snapchat e o Twitter.

Enquanto utilizadora comum de redes sociais, mas também enquanto gestora de redes sociais de uma marca, debato-me sempre com uma questão: “O que publicar só no Instagram ou só Facebook? O que publicar nas duas redes sociais?” Isto porque, não tenho Snapchat e a marca para a qual trabalho também não, e conteúdo para Twitter nada tem a ver com o das restantes redes sociais.

Enfim, a nível profissional consegui encontrar uma estratégia vencedora: posts diários no Instagram e mais ou menos 2 a 3 por semana no Facebook. A nível pessoal optei por deixar as fotografias apenas para o Instagram e dedicar o Facebook à partilha de outros conteúdos, como música, artigos, vídeos, etc.

Ótimo, fugi à redundância. E agora outra eterna, embora efémera, questão: as tão faladas histórias. Para quem nunca utilizou o Snapchat, a chegada das InstaStories foi motivo de entusiasmo. A chegados dos “estados” e do “messenger day” (nomes camuflados para histórias) ao WhtasApp e ao Messenger, respetivamente, foi grotesco.

Como já referi, o grupo Facebook é constituído pelo Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger. Para quê  a utilização de histórias em todas as plataformas? Qual a utilidade de ter histórias em apps de mensagens privadas? Que histórias partilhar em cada plataforma?

Sejamos sinceros, nenhum utilizador comum tem tantas histórias para contar, quanto uma diferente para cada plataforma. O que tem vindo a acontecer é a partilha das mesmas histórias em todas as plataformas.

A snapchatização do grupo Facebook transformou-se numa enorme redundância de conteúdos e extremamente cansativa. Fará sentido ver o mesmo conteúdo em 4/5 plataformas diferentes?

A título pessoal, deixo uma pergunta que ainda não vi ser feita mas que considero pertinente – faz sentido um grupo como o Facebook recorrer a uma ferramenta utilizada por uma aplicação cujo target tem entre 15 a 18 anos? Penso que o perigo de “trocar” todas as plataformas do grupo Facebook por uma aplicação como o Snapchat é praticamente inexistente.

Termino com uma expressão que li num artigo de opinião: “Twitter, por favor não adiciones histórias às tuas funcionalidades.”

 

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