Como criar conteúdo relevante?

No tempo do Marketing Local, onde os negócios locais eram propriedades familiares, o objetivo de cada negócio não era apenas fazer lucro, mas sim criar valor na comunidade em que se encontrava. Todos os negócios tinham um propósito maior do que o objetivo de vender – todas as transações, fosse um litro de leite ou cinco parafusos, importavam. Foi este cuidado que fez com que o comércio local competisse no mercado global por mais tempo do que as grandes cadeias de lojas preveriam.

Ou seja, a personalização e as relações interpessoais duraram mais tempo do que foi previsto pela globalização. A globalização parte do princípio que os consumidores querem sempre mais e que optam sempre pela escolha mais fácil e rápida. Isto não é verdade para todos os consumidores, e é aqui que entra a questão do conteúdo relevante.

Em vez de dar cada vez mais conteúdo ao consumidor e entrega-lo cada vez mais rápido, as marcas deviam apostar em dar menos e melhor conteúdo, a menos consumidores.

Ou seja, o grande “truque” para criar conteúdo relevante, é conhecer a audiência para quem se fala, ou escreve. Saber o que esta realmente procura e gosta, e ir de encontro a essa procura e preferências. Não é preciso partilhar conteúdo todos os dias, é preciso que este seja importante para o consumidor e o faça ficar à espera de mais.

Vejamos um exemplo muito simples: um artista, quando está em palco com 75 000 fãs à frente, não consegue olhar cada um deles nos olhos, quanto mais relacionar-se de forma singular com cada um. A única forma que o artista tem de relacionar-se com cada um dos fãs é através de conteúdo mais profundo – partilhar momentos de bastidores; partilhar histórias da sua digressão; partilhar um atributo único que a cidade onde está a atuar tenha; publicar imagens novas, ainda não publicadas por outras entidades; partilhar algumas lembranças dadas por fãs. Desta forma, é possível a identificação do fã com o artista, do consumidor com a marca.

Muitas vez – demasiadas vezes – as marcas acreditam, erradamente, que a criação de conteúdo consiste no envio de mais e mais informação, quando na verdade o consumidor se delícia muito mais com o menos, mas um menos relevante.

O relevante significa ir mais fundo nas emoções do consumidor. Mexer ali, onde sabemos que vai tocar e fazer sentir alguma coisa. O truque não é criar mais conteúdo, mas sim aprofunda-lo.

 

 

 

 

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